sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Definir o amor, como faz?

(tirinha retirada do blog bichinhos de jardim - clique para ampliar)


Pois é, e nessa onda de questionar relacionamentos e alma gemas e destino e tudo mais aqui estou eu para fazer a pergunta que não quer calar: afinal, o que é o amor? Definições por aí é o que não faltam, sejam de famosos escritores, de cantores, compositores e por aí adiante. Mas e para nós, meros mortais, como definir? Enfim, para responder essa pergunta nada melhor que uma enquete (informal pelo MSN, lógico).


Na realidade a idéia para o tema surgiu da definição de um amigo meu que, em uma conversa aleatória, disse que se apaixonar é tipo ser atropelado por um caminhão: você nem espera ai vem e PAH! Te pega de jeito e te derruba. (Ele provavelmente não usou exatamente essas palavras, mas como a conversa não foi comigo eu só reproduzi o que fiquei sabendo e meio que adaptei ao meu entendimento.) Ok, Ming, sua definição faz todo sentido, ou alguém discorda que seja assim?


Depois de ficar tão intrigada com essa definição muito realista, eu resolvi perguntar a outros amigos como eles definiam esse sentimento tão indefinível, e foi aí que a Adi disse que “amor é agüentar 25 anos ao lado de uma pessoa que faz coisas que você não aprova, mas que ao mesmo tempo você não consegue viver sem.” Sim, uma definição menos realista e mais sentimental, mas que nem por isso deixa de ser verdade. Talvez essa seja a definição do amor de verdade, e não “disso” que muitas pessoas chamam de amor e que na verdade não passa de paixão (sim, pra mim tem diferença) ou atração física.


Mas nem só de definições sentimentais foi montada a minha pesquisa, e ninguém melhor que o Dolfo para fugir totalmente do sentimentalismo e dizer que o amor é mais ou menos parecido com uma Absolut: você nunca quer porque é muito caro e quando consegue uma só é bom na hora que ta bebendo mesmo, depois você fica sem a vodka e com uma ressaca gigantesca. Eis uma visão pessimista, mas que também não deixa de ser real, porque depois que o amor “acaba” é meio parecido com uma ressaca mesmo. Aliás, é nessa fase que todo mundo diz que nunca vai se apaixonar de novo (ou que nunca mais vai beber), mas está pra nascer alguém que tenha cumprido essa promessa.


Bom, ressacas a parte, a Lalo, pessoa possessiva que é, disse que amor “é a vontade de ter alguma coisa. Tipo... eu amo sorvete.” E não é que também faz sentido? Afinal quando você ama alguém (ou alguma coisa, enfim) você não quer tê-la? Ta aí uma definição simples, mas não menos realista.


E quando eu achava que minha pesquisa sobre o amor já havia esgotado toda a criatividade do pessoal veio a Vivi dizendo que viu em algum lugar (e agora vou ficar devendo as referências) que o amor é como uma guerra: é fácil de entrar, mas muito difícil de sair. Ta aí uma verdade, é tão fácil gostar de alguém, mas tão complicado deixar de gostar.


De qualquer forma, depois de tantas discussões sobre o tema, que incluíram pessoas dizendo que “o amor é uma bosta”, acabei concluindo que não existe uma definição para o amor, e ao mesmo tempo todas as que existem são verdadeiras, só depende da sua forma de encarar isso (e muitas vezes da fase em que você está vivendo na sua vida). E você, tem alguma definição para o amor?


"O amor é fogo que arde sem se ver

É ferida que dói e não se sente

É um contentamento descontente

É dor que desatina sem doer."

(Camões)

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Um Feliz Natal a todos!


Any

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Alimentando o fogo na caneca

Ok, se a idéia do Paulinho era botar fogo nessa caneca, não vai ser eu quem vai jogar água e apagar esse fogo. Pelo contrário, aqui estou eu para discordar dele em alguns pontos. Por que? Simplesmente porque eu meio que me identifiquei com algumas definições dele, então vou ter que contra-argumentar.


Não é que eu tenha encontrado a minha alma-gêmea ou qualquer coisa do gênero. Na realidade, eu acho que com essa parte eu até concordo. Realmente me parece, sei lá, absurdo demais existir uma só pessoa pra cada outra pessoa no mundo e que alguns tenham conseguido encontrar logo essa pessoa no meio de tanta gente. Embora isso até explicasse porque alguns casais não deram certo e talz, não eram almas-gêmeas, pronto, ou porque algumas pessoas nunca se casam pois nunca conseguiram encontrar a sua. Mas enfim, ainda acho que você conhece pessoas, se dá bem com elas e isso gera o relacionamento, não é porque ela era sua alma-gêmea, era porque tinha que ser assim...


E é aí que entra a parte que eu tenho que discordar do texto do meu amigo Paulinho. Sim, eu acredito em destino. Eu acredito que as pessoas foram destinadas a se conhecerem, a ficarem juntas, a terminarem. E às vezes eu já me peguei pensando se, será que essa minha crença não seria apenas uma forma de querer justificar as coisas erradas da minha vida. Algo como “ah, se não deu certo com o fulano é porque não era pra dar certo, não porque um dos dois (ou os dois) fez algo de errado e jogou o relacionamento no lixo”. É, talvez até seja só uma desculpa, uma forma de não querer assumir a responsabilidade pelos seus próprios erros. Mas se parar pra pensar, afinal de contas, não foi também por causa do destino que algumas coisas deram certo na vida? Não foi então graças a eles que eu conheci pessoas maravilhosas que hoje fazem parte da minha vida? E aí não falo só de namorados, mas de amigos também e, porque não, familiares?


Mas a minha visão de destino é um pouco diferente da do Paulo. Eu não acho que a gente seja como fantoches, sem ter nenhuma escolha sobre nossas vidas. Só acho que algumas coisas estão predestinadas a acontecer, mas às vezes podem sequer ter uma data certa. Tipo, você foi predestinado a casar com fulano, mas isso não quer dizer que você vai conhecê-lo na adolescência, se apaixonar, casar e passar o resto da sua vida com ele. Pode ser que você case com outra pessoa, que você só conheça aquela tal pessoa aos 50 anos de idade. Seria mais uma coisa tipo “não adianta você fugir, você vai acabar com aquela pessoa”. Claro que isso não se aplica somente a vida amorosa. As pessoas podem estar predestinadas a milhões de coisas, tipo alguma profissão especifica, ou morar em determinado lugar e por aí vai. O fato é que, se as coisas aconteceram na sua vida, não foi por acaso e não foi à toa, foi porque tinha que acontecer e estava “escrito” pra acontecer, porque aquilo ia interferir na sua vida e mudá-la de alguma forma.


É claro, eu não tenho formas de provar nada disso, é só uma crença sem muitos fundamentos, mas às vezes se eu paro e olho pra trás eu acabo vendo que essas idéias todas até fazem sentido, pelo menos na minha vida. E não é como se a gente então devesse parar de agir e deixar que o destino faça sua parte sozinho. Não é como se fosse um roteiro de novela ou de filme que diz que em tal horário de tal dia de tal ano eu vou estar em um determinado lugar e conhecer tais pessoas de tal forma. Por menos sentido que faça, o destino é, sim, meio indefinido. Talvez ele não tenha traçado a vida inteira, mas vai se refazendo de acordo com os acontecimentos, com as escolhas que a gente faz no decorrer da vida. É... é meio complexo de entender mesmo, mas afinal, a vida também não é fácil de entender não é?


Any

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A democracia chinesa

Sábado, 22 de novembro de 2008. Sim, eu sei que não é o dia de hoje. Mas é o dia que marcou o final de uma das maiores lendas musicais: finalmente foi lançado o novo álbum do Guns N’ Roses. E eu, como fã confessa da banda não poderia deixar de comentar esse acontecimento. Afinal, foram 15 anos de espera. Ok, pra mim foi um pouco menos do que isso, afinal eu conheci a banda há pouco mais de sete anos. Mas ainda assim o dia 22 de novembro foi ansiosamente esperado por mim e por mais um bocado da população mundial.

Ta, mas afinal qual é a do Chinese Democracy? Lógico que eu já baixei, no sábado mesmo. (E antes que venham dizer que eu estou pirateando o CD, eu baixei apenas para ouvir, assim que tiver a oportunidade comprarei o álbum oficial ok?). E o fato é que depois de ouvir uma vez o álbum eu viciei. Passei o resto do final de semana ouvindo praticamente só isso.

Então o CD é bom? Na minha suspeita opinião de fã, é ótimo. Um pouco diferente do antigo Guns N’ Roses, mas nem por isso pior. Afinal, é uma banda totalmente diferente da original, era de se esperar que não fosse exatamente igual. E não dá pra negar que os anos se passaram e o Axl também já não é mais o mesmo louco drogado do inicio dos anos 90. Talvez ele ainda seja louco e drogado, mas um louco drogado diferente.

Falando propriamente do CD, eu achei as letras um pouco mais melosas do que as antigas (ou vai ver as músicas mais melosas chamaram mais a minha atenção, como sempre). E sinceramente eu não esperava que o Axl ainda desse conta de cantar mas me surpreendi ao ouvir a boa e velha voz de Axl Rose gritando (sim, ele ainda grita bastante) no meu ouvido. Enfim, eu não diria que valeu a pena esperar tantos anos assim, embora eu ache que essa tenha sido a melhor jogada de marketing do mundo da música, mas, contrariando milhares de críticas que eu li por aí, o trabalho ficou ótimo, as musicas são muito boas, as letras são dignas de Axl Rose, e que venha a turnê mundial.

Any

sábado, 29 de novembro de 2008

O pano da outra manga (ou a porcelana da outra caneca..)

Só pra terminar a história, agora numa linha de raciocínio mais ou menos sartreana, pra quem quiser entender melhor...)consideremos que a pessoa que cada um de nós é hoje, foi sendo construída desde a concepção, primeiro com heranças genéticas, depois com influências físicas do ambiente e influências psicológicas das experiências, mas com a faculdade da livre escolha. Todas essas heranças e experiências, inevitavelmente, exercem impacto sobre nós, empurrando nossa personalidade para uma ou outra direção, entretanto, podemos escolher nossos caminhos e tomar nossas decisões, podemos atenuar ou acentuar os efeitos de algumas experiências, mas jamais anulá-las. Somos então, predominantemente, uma construção feita de nossas experiências sobre a nossa base genética, o que significa que todos somos diferentes.

Podemos considerar que cada aspecto da nossa personalidade e da nossa cultura é uma particularidade nossa, e são muitas as particularidades e boa parte disso foi moldada sem que tivéssemos muito controle sobre isso, então, o que te faria acreditar que existe obrigatoriamente uma "outra metade" que se encaixa perfeitamente com a sua?? E se por acaso existisse, porque ela haveria de cruzar teu caminho em meio a milhões de pessoas que nunca vai conhecer?? Só se for obra do tal do Acaso!! Problema é que o tal do Acaso influencia a nossa personalidade e o nosso caminho, mas é algo aleatório, inanimado, não se trata de um ser que "meche palitinhos" para as metades certas se encontrarem, e nós não somos um monte de meias frutas num tabuleiro de jogo na mesa de um tal de Acaso.

Conclusão: a pessoa que está do seu lado, não é um ser desenhado perfeitamente pra você, não é um encaixe exato para a sua metade. Assim sendo, se ele(a) não é um encaixe exato, certamente há várias outras pessoas poderiam estar no lugar dele(a) do mesmo jeito, e você também teria achado qualquer uma dessas outras pessoas "a pessoa perfeita". Aonde quero chegar? Quero dizer pra cair na real, dizer que já estou de saco cheio de ver tanta gente viajando na maionese, tanta gente fazendo questão de se iludir, confundindo tesão com amor, sensualidade com personalidade, e até "falta de opção" com "o amor da sua vida", e depois quebrando a cara bonito. Não existe uma pessoa certa ou perfeita, mas sim vários parceiros(as) que podem dar certo.

Estou farto de ver as pessoas se avaliando as outra pelas suas habilidades de paquera, como se isso fossem sinônimo de caráter e personalidade. Uma coisa não tem nada a ver com a outra! Isso quando até não é o contrário. Já parou pra pensar que aquela pessoa que tão habilmente te envolve pode ser alguém que só sabe correr atrás do sexo oposto nessa vida?? Que tem muita experiência mas continua solteiro(a) por que só quer usar e jogar fora? Mas não, o que se pensa sempre é que aquela pessoa está sozinho(a) porque nunca tinha encontrado a sua metade (até agora..) e que com você vai ser tudo diferente! Claro, e o macaco também vai deixar de gostar de bananas da noite pro dia. E já pensou que se tiver um filho com uma pessoa vazia dessa você vai ter que dividir a tarefa de cuidar e nutrir uma criança com alguém que talvez nem tenha noção do que é carbohidratocarboidrato ou proteína?? Pois é, hoje tem papinha da Nestlê, mas se sua avó fosse tão esperta quanto essas garotinhas de hoje, talvez sua mãe tivesse sofrido desnutrição e você não estaria aqui hoje. Mas tá, o legal é sempre nivelar por baixo não é? Deixa a Nestlê ser o nosso cérebro!

Não é só "o quanto seu olhos brilham por alguém" que importa pra saber se vai ser uma boa relação ou não. Se vc você só quer sexo, blzbeleza, brilhou, coçou, vai fundo! Eu não vejo nada de errado tbém em sexo sem compromisso, mas se você pensa em algo mais, o brilho dos olhinhos e aquele tesão que dá logo de cara são o menos importante, então não viaja na maionese, analisa a personalidade da pessoa (a verdadeira), pára de acreditar em cafajeste/piranha falando coisas que até o meu cachorro sabe que é mentira. É claro que pelo menos um pouco de tesão tem que ter, posso até concordar que é uma condição necessária, mas não é um fator de sucesso depois. Quando um casal tem real afinidade e sabe se comunicar, o sexo se ajeita, mas dois animais que só saber sabem "fazer" nunca serão felizes se quiserem algo mais da vida além disso. Não faz sentido a humanidade ter desenvolvido tanta ciência e tecnologia pra depois voltar se comportar como homens (e mulheres) da caverna com quatro rodas, de preferência compradas com dinheiro herdado, alheio ou ganho sem esforço ou mérito.


Paulinho

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Fogo na Caneca!!

Ok, agora eu vou questionar todos aqueles fatos parecidos com o da historinha anterior! É só o que vou fazer! Mas antes disso, já vou responder umas coisas antecipadamente: Não, eu não levei nenhum pé na bunda ou corte recentemente, não me divorciei, não pretendo virar viado e a mulher da minha vida não morreu nem casou com outro, até porque ela não existe.

Blz, vamos ao ponto, você aí que está com alguém, por que você está com essa pessoa? Por que vocês se completam não é mesmo? Ou porque ele(a) é a pessoa perfeita para você, como ninguém mais poderia ser, certo? Então tá, quantas pessoas você já conheceu na vida? Algumas dezenas de milhares talvez? Pois bem, só na região metropolitana de Curitiba vivem alguns milhões, no Brasil quase duzentos milhões e no mundo quase seis bilhões, mas claro, mesmo no meio de tanta gente, você e todas as outras pessoas que tem suas “metades” foram agraciadas com a mesma sorte de encontrar essa agulha no palheiro, sim, o seu "amor" só pode ser uma agulha no palheiro, haja vista que ele(a) é a pessoa perfeita pra você, e como ninguém é igual, então só poderia mesmo ter sido ela (assim, 1 em 1 bilhão). Ainda bem que toda essa gente sortuda não resolve jogar na loteria junto, senão iam quebrar banca!

Talvez não se trate sorte então. Muitas pessoas religiosas dizem que é Deus que faz as "cara-metades" se encontrarem e se unirem. Engraçado é que conheço uma pá de casais religiosos que vivem só de aparências. E o que dizer de casais muito religiosos que acabam se divorciando de forma nada amigável? Eu mesmo conheço muito bem uma história assim. Será que eles provocaram alguma ira divina??

Religião à parte, há quem defenda "o acaso". Ah sim, o acaso é muito bacana! Quando não temos nenhuma explicação para algo, logo aparece o nosso amigão para nos salvar, o acaso! Vou até passar a usar letra maiúscula: Acaso! Ele é o cara! Sempre leva a culpa de tudo, mas também sempre arranja coisas boas para nós, como o encontro com a sua cara-metade! Caraca, mas daonde veio esse cara?? Ele é uma força cósmica?? O Acaso é uma explicação muito vagabunda para algo tão relevante na sua vida, não acha? Uma curta definição para "Acaso" encontrada em um dicionário diz o seguinte: "acontecimento incerto ou imprevisível". Isso quer dizer que na realidade essa palavra existe para designar o acontecimento de fatos imprevistos, a sorte de coisas que não tinham uma razão específica de ser, e não para designar uma entidade, uma força ou um amigão cupido por trás desse tipo de acontecimento!

Deixando o Acaso de lado, vamos falar então de outra figurinha conhecida, um tal de Destino, um cara mais velho, mais sabidão e mais controlador que o Acaso. Segundo o meu entendimento, o que se prega sobre Destino é que o nosso futuro já está todo traçado e isso explicaria, entre outras coisas, o encontro com nossa cara-metade. Isso em outras palavras quer dizer que você é um fantoche, que no fundo não tem escolha nenhuma sobre a sua vida, pois já está tudo traçado! Eu fico pensando, o cara que descobre isso e acredita, então não se mata diante dessa revelação funesta porque o Destino lhe joga um cagaço na consciência que o impede porque o suicídio não consta de seu script. Se você concordou comigo até agora, então ficou difícil dar uma boa resposta para aquela pergunta né? Mas você provavelmente não concordou, claro, todos gostamos de pintar a realidade como mais nos agrada...

E eu ainda nem abordei alguns pontos de vista, mas isso é "pano pra outra manga"...

Paulinho

Uma linda historinha..

Olá, hoje eu vim pra contar uma historinha, não tem nada de mais, mas é pra introduzir o que vem depois. Essa historinha é uma historinha comum de um casal como muitos do que se pode encontrar por aí.

Ok! Imaginemos a história, talvez até seja parecida com a sua. Sexta-feira, um barzinho bacana da cidade, mesas de madeira, muita alegria no ar, risadas, garçons apressados de um lado para outro, batatinhas aqui e ali e muitos copos de cerveja. Ele está com os amigos do futebol, ela com as colegas de trabalho. Ele está se divertindo muito e numa gargalhada encosta-se um pouco mais para trás e sente uma leve esbarrada, ela pede desculpas com um sorriso. Ele está indo ao banheiro e de repente, quem está saindo da porta ao lado? Exato! Começam a conversar, os olhos brilham, procuram disfarçar um pouco, depois fazem um charminho, na saída trocam telefones e mais tarde na cama só pensam um no outro. Parece que uma entidade superior enviou aquele (a) anjo do céu para você, a pessoa perfeita!

Os dois saem mais algumas vezes e plim! Estão namorando. Tudo é lindo, maravilhoso. Depois de alguns meses surgem algumas brigas, mas sabe como é né, o amor... Ah, o amor supera tudo!! Mais alguns meses e eles enfiam um círculo dourado no dedo do outro, vão morar juntos, e ele às vezes até compra flores para ela apesar de já estarem casados.

Hoje a vida de ambos parece que jamais faria sentido sem o outro, ela leva o nome dele e vive vasculhando seus bolsos por mais que ele não dê motivos para desconfiar, ele morre de ciúmes quando outro homem olha pra ela e até já dispensou mulheres lindas por medo de lhe perder. Um nasceu para o outro!!

(Aguardem, estou afim de botar fogo nessa caneca..)

Paulinho

domingo, 16 de novembro de 2008

Diário comentado

Então. Estávamos hoje mexendo em nosso e-mails antigos e o que achamos? O diário de bordo da viagem do nosso grande amigo Paulinho para o Chile. Sim, isso foi há alguns meses, mas ainda merece ser comentado, afinal quem melhor para nos presentear com memoráveis pérolas se não o senhor Paulinho, não é?
E para não correr o risco de deixar passar em branco os melhores comentários, é melhor a gente colar alguns pedaços na íntegra (ou quase, porque pra variar ele se empolgou escrevendo):

“A viagem começou com um pouco de apreensão porque a nevoa em Curitiba estava muito forte, não dava pra ver quase nada. Frio pra caramba, as mãos congelando e eu quase rindo sozinho em direção a porta do aeroporto. Apesar da nevoa, o avião partiu com pouquíssimo atraso, decolou mesmo não enxergando nada. Só que nevoa também era bem 'cachorra', mal o avião descolou do chão e ficamos acima da nevoa, um céu de brigadeiro acima dela com um pouco de altitude a nevoa parecia um enorme alagamento que deixava apenas alguns telhados da cidade turvamente visíveis.

(...)

Eu adoro o 'corridão' da decolagem, adoro turbulência, adoro a 'porradinha' da aterrizagem, adoro quando faz curvas mais inclinadas e só não gosto eh quando ele desacelera ou 'embica' para baixo, parece que 'ta começando a faltar gasolina' e vamos cair, pra mim eles deviam sempre baixar altitude de peito pra cima como na aproximação da pista. Claro que, como tudo na vida, isso pode acabar enjoando, eu penso por exemplo nos executivos que vivem na ponte Rio-São Paulo, coitados, conhecem as nuvens pelo nome! Deve ser um porre.

(...)

Bem, infelizmente o vôo para santiago não foi dos melhores, cheguei na minha poltrona e vi 4 crianças nos bancos próximos, ali eu já vi tudo! Eu tava longe da janela, não pude ver as cordilheiras, vi só um pouquinho me entortando todo, e dois malditos pentelhos atrapalharam bastante o meu descanso, sabe, aquelas tradicionais famílias frescas brasileiras viajando com seus pentelhinhos ou no mínimos os narizes empinados. Pra piorar um dos pentelhos se chamava, adivinhem... Paulo! Isso mesmo, e justamente o outro era o falastrão que vivia se virando da poltrona dele para falar com o outro pentelho que estava atrás de mim: - Paulo, que radio tu tá ouvindo?? - Paulo, que tu ta fazendo?? - Paulo, olha só isso aqui... E assim foi, mais o diabo da mãe dele que ficava bem atrás de mim e não sei como volta e meio mexia o meu banco, coisa totalmente esperável se fosse o moleque, mas eu não sei que raios aquela mulher fazia pra isso!!

(...)

Como que numa conspiração do universo, houve um incidente aduaneiro, sim, para ter um pouco mais o que contar não e? Eu havia comprado umas bananas no Mercadorama na noite anterior para tomar café e acabou sobrando para depois e acontece que elas chegaram em santiago comigo, então chegando na revista de bagagem, apreenderam minhas bananas!! Sim, eu pobre coitado, perdi minhas bananas e fiquei sem frutas para comer!! Não eh permitido o ingresso de qualquer tipo de produto vegetal! Ainda bem que eu não quis dar uma de besta por causa de duas bananas e havia declarado no cartão entrada que carregava as bananas pois se não o tivesse feito e tivessem visto as bananas eu teria pago uma boa multa.

(...)

Ainda ontem a noite, descobri o vinho em embalagem tetra pak! Muito interessante, e não faltam marcas e opções!

(...)

Vina del Mar eh muito bonita também, entre ruelas tortas dos morros e prédios históricos incluindo alguns em estilo de castelo, também haviam muitos prédios pomposos novos e pomposos. Pra piorar, começou a chover, então almoçamos, tomei um 'cafe cortado' (eu quase pedi pra me ensinarem a técnica de 'cortar' o cafe mas achei melhor ficar quieto..), comi uma 'pizza' esquisita que de pizza não tinha nada mas era bem gostosa e me deliciei com uma garotta (calma, eh uma taça de sorvete especial, mas vai ver o nome me atraiu! Rsrs).

(...)

Como eu ia dizendo, quinta acordei tarde, a Jú até foi me chamar lá por umas 8 eu acho mas eu não tava nenhum pouco afim de levantar ainda.. Depois então eu peguei me coloquei na busca de souvenires e compras... Bem, eu já odeio fazer compras, pero tengo que hacerlas.


(...)

Bebemos um bocadinho, nos divertimos um monte e fomos voltar antes que fosse muito tarde, ai, chegando metro, era quase meia noite e descobrimos que a venda de bilhetes fechava as onze e daqui a pouco já seria o ultimo trem também! Então uma policial nos abordou, logo sacou que a Hanne não falava nada de espanhol ainda e conversou comigo, ai eu liguei o meu 'charme brasileiro' e então ela nos levou até uma portinha perto das catracas, disse para não fazermos mais isso, nos abriu passagem livre e disse para nos apressar pra não perder o trem!! Descemos as escadas meio correndo e em poucos segundos estávamos dentro do vagão rindo dessa pequena 'aventura'.

(...) "

Sim, essas são só algumas partes que valem a pena ser marcadas e comentadas. Embora a gente nem saiba por onde começar a comentar. Se pela névoa cachorra, o céu de brigadeiros (porque mais clichê que isso, impossível), o nome das nuvens ou a apreensão das bananas no aeroporto. E até hoje a gente se pergunta onde é que ele pretendia colocar a coleira da “névoa cachorra” ou se as nuvens nomeadas por ele mandaram algum recado pra gente... Agora, sobre o incidente das bananas, tem nem como competir. Primeiro que só o Paulinho pra levar as bananas pra comer no avião (se tivesse deixado na empresa a gente não ia deixar estragar rsrs). Segundo que ele já sabia que não podia viajar com frutas, porque em outra viagem já haviam apreendido suas comidas. Esse tal de Paulinho não aprende mesmo. (E a gente muito notou sua propaganda do Mercadorama ali em cima hein, tão te pagando pra fazer merchan? Também quero...).

Mas assim, não que a gente queira ser maldosa ou pegar no pé de alguém, mas temos a leve impressão que o problema do garoto atormentando no avião não era ele ser chato ou pentelho ou qualquer coisa parecida. O mau dele era o nome mesmo rsrsrs. E você bem que podia ter trazido esse vinho em tetra pak pra gente ver como era, né? Já que pelo visto você viajou pra beber, e não pra conhecer o lugar...

E não sei quem você acha que engana com essa de “garotta” ser o nome de uma taça de sorvete. Ahan, quem não te conhece que te compre, senhor Paulinho. Se pelo menos você realmente tivesse trazido algum souvenir pra gente, mas pelo visto foi só propaganda enganosa mesmo, só pra deixar a gente na expectativa de uma camiseta “Meu amigo foi pro Chile e lembrou de mim”.

E deixa de ser metido, homem. “Charme brasileiro”, ta bom. Foi pro Chile, ficou fazendo arruaça e invadindo metrôs de madrugada, e ainda teve a cara de pau de cantar a policial. Que os chilenos vão pensar de nós, brasileiros? Tsc tsc tsc.

Mas ok, chega de tirar sarro do nosso viajante. Até porque é bem verdade que nós morremos de inveja da viagem dele e queríamos muito ter ido junto. Quem sabe da próxima vez ele não leve a gente dentro da mala.

Any e Ane