sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Definir o amor, como faz?

(tirinha retirada do blog bichinhos de jardim - clique para ampliar)


Pois é, e nessa onda de questionar relacionamentos e alma gemas e destino e tudo mais aqui estou eu para fazer a pergunta que não quer calar: afinal, o que é o amor? Definições por aí é o que não faltam, sejam de famosos escritores, de cantores, compositores e por aí adiante. Mas e para nós, meros mortais, como definir? Enfim, para responder essa pergunta nada melhor que uma enquete (informal pelo MSN, lógico).


Na realidade a idéia para o tema surgiu da definição de um amigo meu que, em uma conversa aleatória, disse que se apaixonar é tipo ser atropelado por um caminhão: você nem espera ai vem e PAH! Te pega de jeito e te derruba. (Ele provavelmente não usou exatamente essas palavras, mas como a conversa não foi comigo eu só reproduzi o que fiquei sabendo e meio que adaptei ao meu entendimento.) Ok, Ming, sua definição faz todo sentido, ou alguém discorda que seja assim?


Depois de ficar tão intrigada com essa definição muito realista, eu resolvi perguntar a outros amigos como eles definiam esse sentimento tão indefinível, e foi aí que a Adi disse que “amor é agüentar 25 anos ao lado de uma pessoa que faz coisas que você não aprova, mas que ao mesmo tempo você não consegue viver sem.” Sim, uma definição menos realista e mais sentimental, mas que nem por isso deixa de ser verdade. Talvez essa seja a definição do amor de verdade, e não “disso” que muitas pessoas chamam de amor e que na verdade não passa de paixão (sim, pra mim tem diferença) ou atração física.


Mas nem só de definições sentimentais foi montada a minha pesquisa, e ninguém melhor que o Dolfo para fugir totalmente do sentimentalismo e dizer que o amor é mais ou menos parecido com uma Absolut: você nunca quer porque é muito caro e quando consegue uma só é bom na hora que ta bebendo mesmo, depois você fica sem a vodka e com uma ressaca gigantesca. Eis uma visão pessimista, mas que também não deixa de ser real, porque depois que o amor “acaba” é meio parecido com uma ressaca mesmo. Aliás, é nessa fase que todo mundo diz que nunca vai se apaixonar de novo (ou que nunca mais vai beber), mas está pra nascer alguém que tenha cumprido essa promessa.


Bom, ressacas a parte, a Lalo, pessoa possessiva que é, disse que amor “é a vontade de ter alguma coisa. Tipo... eu amo sorvete.” E não é que também faz sentido? Afinal quando você ama alguém (ou alguma coisa, enfim) você não quer tê-la? Ta aí uma definição simples, mas não menos realista.


E quando eu achava que minha pesquisa sobre o amor já havia esgotado toda a criatividade do pessoal veio a Vivi dizendo que viu em algum lugar (e agora vou ficar devendo as referências) que o amor é como uma guerra: é fácil de entrar, mas muito difícil de sair. Ta aí uma verdade, é tão fácil gostar de alguém, mas tão complicado deixar de gostar.


De qualquer forma, depois de tantas discussões sobre o tema, que incluíram pessoas dizendo que “o amor é uma bosta”, acabei concluindo que não existe uma definição para o amor, e ao mesmo tempo todas as que existem são verdadeiras, só depende da sua forma de encarar isso (e muitas vezes da fase em que você está vivendo na sua vida). E você, tem alguma definição para o amor?


"O amor é fogo que arde sem se ver

É ferida que dói e não se sente

É um contentamento descontente

É dor que desatina sem doer."

(Camões)

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Um Feliz Natal a todos!


Any

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Alimentando o fogo na caneca

Ok, se a idéia do Paulinho era botar fogo nessa caneca, não vai ser eu quem vai jogar água e apagar esse fogo. Pelo contrário, aqui estou eu para discordar dele em alguns pontos. Por que? Simplesmente porque eu meio que me identifiquei com algumas definições dele, então vou ter que contra-argumentar.


Não é que eu tenha encontrado a minha alma-gêmea ou qualquer coisa do gênero. Na realidade, eu acho que com essa parte eu até concordo. Realmente me parece, sei lá, absurdo demais existir uma só pessoa pra cada outra pessoa no mundo e que alguns tenham conseguido encontrar logo essa pessoa no meio de tanta gente. Embora isso até explicasse porque alguns casais não deram certo e talz, não eram almas-gêmeas, pronto, ou porque algumas pessoas nunca se casam pois nunca conseguiram encontrar a sua. Mas enfim, ainda acho que você conhece pessoas, se dá bem com elas e isso gera o relacionamento, não é porque ela era sua alma-gêmea, era porque tinha que ser assim...


E é aí que entra a parte que eu tenho que discordar do texto do meu amigo Paulinho. Sim, eu acredito em destino. Eu acredito que as pessoas foram destinadas a se conhecerem, a ficarem juntas, a terminarem. E às vezes eu já me peguei pensando se, será que essa minha crença não seria apenas uma forma de querer justificar as coisas erradas da minha vida. Algo como “ah, se não deu certo com o fulano é porque não era pra dar certo, não porque um dos dois (ou os dois) fez algo de errado e jogou o relacionamento no lixo”. É, talvez até seja só uma desculpa, uma forma de não querer assumir a responsabilidade pelos seus próprios erros. Mas se parar pra pensar, afinal de contas, não foi também por causa do destino que algumas coisas deram certo na vida? Não foi então graças a eles que eu conheci pessoas maravilhosas que hoje fazem parte da minha vida? E aí não falo só de namorados, mas de amigos também e, porque não, familiares?


Mas a minha visão de destino é um pouco diferente da do Paulo. Eu não acho que a gente seja como fantoches, sem ter nenhuma escolha sobre nossas vidas. Só acho que algumas coisas estão predestinadas a acontecer, mas às vezes podem sequer ter uma data certa. Tipo, você foi predestinado a casar com fulano, mas isso não quer dizer que você vai conhecê-lo na adolescência, se apaixonar, casar e passar o resto da sua vida com ele. Pode ser que você case com outra pessoa, que você só conheça aquela tal pessoa aos 50 anos de idade. Seria mais uma coisa tipo “não adianta você fugir, você vai acabar com aquela pessoa”. Claro que isso não se aplica somente a vida amorosa. As pessoas podem estar predestinadas a milhões de coisas, tipo alguma profissão especifica, ou morar em determinado lugar e por aí vai. O fato é que, se as coisas aconteceram na sua vida, não foi por acaso e não foi à toa, foi porque tinha que acontecer e estava “escrito” pra acontecer, porque aquilo ia interferir na sua vida e mudá-la de alguma forma.


É claro, eu não tenho formas de provar nada disso, é só uma crença sem muitos fundamentos, mas às vezes se eu paro e olho pra trás eu acabo vendo que essas idéias todas até fazem sentido, pelo menos na minha vida. E não é como se a gente então devesse parar de agir e deixar que o destino faça sua parte sozinho. Não é como se fosse um roteiro de novela ou de filme que diz que em tal horário de tal dia de tal ano eu vou estar em um determinado lugar e conhecer tais pessoas de tal forma. Por menos sentido que faça, o destino é, sim, meio indefinido. Talvez ele não tenha traçado a vida inteira, mas vai se refazendo de acordo com os acontecimentos, com as escolhas que a gente faz no decorrer da vida. É... é meio complexo de entender mesmo, mas afinal, a vida também não é fácil de entender não é?


Any

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A democracia chinesa

Sábado, 22 de novembro de 2008. Sim, eu sei que não é o dia de hoje. Mas é o dia que marcou o final de uma das maiores lendas musicais: finalmente foi lançado o novo álbum do Guns N’ Roses. E eu, como fã confessa da banda não poderia deixar de comentar esse acontecimento. Afinal, foram 15 anos de espera. Ok, pra mim foi um pouco menos do que isso, afinal eu conheci a banda há pouco mais de sete anos. Mas ainda assim o dia 22 de novembro foi ansiosamente esperado por mim e por mais um bocado da população mundial.

Ta, mas afinal qual é a do Chinese Democracy? Lógico que eu já baixei, no sábado mesmo. (E antes que venham dizer que eu estou pirateando o CD, eu baixei apenas para ouvir, assim que tiver a oportunidade comprarei o álbum oficial ok?). E o fato é que depois de ouvir uma vez o álbum eu viciei. Passei o resto do final de semana ouvindo praticamente só isso.

Então o CD é bom? Na minha suspeita opinião de fã, é ótimo. Um pouco diferente do antigo Guns N’ Roses, mas nem por isso pior. Afinal, é uma banda totalmente diferente da original, era de se esperar que não fosse exatamente igual. E não dá pra negar que os anos se passaram e o Axl também já não é mais o mesmo louco drogado do inicio dos anos 90. Talvez ele ainda seja louco e drogado, mas um louco drogado diferente.

Falando propriamente do CD, eu achei as letras um pouco mais melosas do que as antigas (ou vai ver as músicas mais melosas chamaram mais a minha atenção, como sempre). E sinceramente eu não esperava que o Axl ainda desse conta de cantar mas me surpreendi ao ouvir a boa e velha voz de Axl Rose gritando (sim, ele ainda grita bastante) no meu ouvido. Enfim, eu não diria que valeu a pena esperar tantos anos assim, embora eu ache que essa tenha sido a melhor jogada de marketing do mundo da música, mas, contrariando milhares de críticas que eu li por aí, o trabalho ficou ótimo, as musicas são muito boas, as letras são dignas de Axl Rose, e que venha a turnê mundial.

Any